Tenho percebido, principalmente após a moda "Tropa de Elite", que o trabalho policial vem sendo distorcido de maneira gritante. A maioria dos "candidatos" a policial acham que, como no filme, vão ganhar uma roupa preta, um fuzil e entrar na guerra existente dentro dos mais diversos morros e favelas do Rio, dando tiros para todos os lados.
No entanto, essa grande maioria, dificilmente será um policial de verdade, pois a policia (pelo menos para mim) não se trata de um meio para andar armado, tirar onda entre os amigos ou ganhar aquele famoso "dinheirinho extra".
A polícia (qualquer uma delas) têm que ser respeitada por toda população, mas para que isso aconteça, primeiramente terá que ser respeitada pelos que a representam.
Os policiais têm que, antes de tudo, se preparar, não só na visão arcaica de que polícia preparada é a que mais mata, mas sim se preparar para agir com inteligência, efetuar prisões sem disparar sequer um tiro, reprimir as organizações criminosas de maneira inteligente, atingindo seus pontos fracos ao exemplo dos colegas que prenderam o pessoal da máfia da falsificação das bebidas.
Em resumo, não nego que a força policial, na maioria das vezes e no patamar que a violência se encontra, necessita entrar em combate (o que é totalmente diverso da distorcida truculência), mas também deve se especializar na inteligência, seja na área de investiçação, seja na perícia em veículos, primeiros-socorros, tiro (com segurança, e não essas aberrações que assistimos na TV e que os "candidatos" tanto gostam), defesa pessoal, etc.

Nenhum comentário:
Postar um comentário